Metas realistas: do "um dia eu faço" para o "eu fiz"

Metas ajudam a dar direção, mas metas grandes e vagas costumam travar. Veja o que dizem as pesquisas sobre metas e como criar planos simples que cabem na sua rotina.
Pessoa escrevendo metas em um caderno pela manhã

Por que ter metas ajuda

Segundo a revisão de Locke e Latham (2002), metas específicas e desafiadoras levam, em geral, a um desempenho melhor do que apenas “fazer o seu melhor”.

Isso acontece porque uma meta mostra aonde chegar. Sem esse ponto, quase qualquer resultado parece suficiente.

Agenda em branco e caneca de café sobre a mesa

Deixe a meta específica

Em vez de “quero me organizar”, escreva “vou separar 15 minutos por dia para planejar a semana”. Assim fica claro o que fazer.

Para organizar o dia, veja o capítulo Planejar o dia dos nossos ebooks.

Pessoa caminhando em uma trilha suave ao sol

Nem fácil demais, nem impossível

As pesquisas falam em metas desafiadoras, que pedem algum esforço. Uma meta fácil demais não motiva.

Na prática, procure o meio-termo: algo que exija empenho, mas que caiba no seu momento de vida.

Pessoa subindo uma escada em um prédio iluminado

Divida em passos pequenos

Locke e Latham relatam que somar metas de curto prazo a uma meta de longo prazo aumentou a confiança das pessoas em tarefas novas e complexas.

Ou seja, pequenos passos ajudam a acreditar que é possível. Cada passo concluído já é uma vitória.

Planta pequena crescendo ao lado de um caderno

Acompanhe seu progresso

Os autores também mostram que metas junto com retorno sobre o progresso funcionam melhor do que metas sozinhas.

Você pode marcar cada dia cumprido em um caderno ou calendário. Ver o avanço dá ânimo para continuar.

Amigos estudando juntos e se apoiando

Escolha metas que importam a você

A relação entre meta e resultado é mais forte quando a pessoa tem compromisso com a meta. Tornar a meta importante ajuda nisso.

Contar o seu plano a alguém de confiança também aumenta o compromisso, segundo os autores. Escolha quem vai torcer por você.

Tênis de corrida ao lado da porta de casa pela manhã

Faça um plano "se... então..."

O pesquisador Peter Gollwitzer chama de intenções de implementação os planos no formato: quando a situação X surgir, eu farei Y.

O plano diz quando, onde e como agir. Assim, a situação vira o sinal para começar, sem depender só da vontade.

Pessoa vendo o nascer do sol com um caderno

Um exemplo do dia a dia

Veja: “Quando eu terminar o café da manhã, vou abrir o caderno e escrever as três tarefas do dia.”

Na revisão de Gollwitzer, cerca de 3 em cada 4 participantes com esse tipo de plano entregaram um relatório no prazo, contra cerca de 1 em 3 sem o plano.

Pessoa aprendendo violão em casa, sorrindo

Quando a tarefa é nova

Locke e Latham explicam que, em tarefas muito novas e complexas, uma meta de aprendizagem pode funcionar melhor do que uma meta de resultado.

Por exemplo: “vou testar três jeitos de estudar nesta semana”. Para criar uma rotina possível, veja o capítulo Rotina possível.

Metas são um mapa, não uma cobrança

Metas servem para orientar, não para pesar. Comece pequeno, ajuste o caminho quando precisar e comemore cada passo. Se quiser ir mais fundo, conheça nossos ebooks. Se a cobrança por metas estiver causando muita ansiedade, converse com um psicólogo ou com um profissional da área.
Gostou? Continue aprendendo no seu ritmo.
Fontes: Locke, E. A. e Latham, G. P. (2002), “Building a practically useful theory of goal setting and task motivation”, American Psychologist; Gollwitzer, P. M. (1999), “Implementation intentions: strong effects of simple plans”, American Psychologist. Este texto é informativo e não substitui orientação profissional.