Empatia no dia a dia: pequenos gestos que aproximam
O que é empatia
Pesquisadores da área das emoções costumam definir empatia como a capacidade de perceber as emoções dos outros e de imaginar o que a pessoa pode estar pensando ou sentindo.
Ou seja, são duas partes: notar e imaginar. O autor Roman Krznaric lembra que empatia é um hábito que podemos cultivar ao longo da vida.
Os dois tipos mais citados
A empatia afetiva é o que sentimos diante das emoções dos outros. A empatia cognitiva, também chamada de tomada de perspectiva, é a habilidade de identificar e entender essas emoções.
Um exemplo: sentir o coração apertar ao ver um amigo com medo é empatia afetiva. Parar para entender por que ele sente medo é empatia cognitiva.
Empatia não é concordar
Entender o outro não quer dizer aceitar tudo o que ele faz ou pensa. Quer dizer olhar a situação também do ponto de vista dele.
Isso costuma acalmar as conversas, porque a pessoa se sente ouvida. E você continua livre para ter a sua opinião.
Hábito 1: ter curiosidade
Krznaric sugere ter curiosidade por pessoas de fora do seu círculo e tentar entender o mundo por dentro delas.
Um desafio simples é conversar com uma pessoa desconhecida por semana, como um vizinho ou um colega de outro setor.
Hábito 2: ouvir com atenção
Ouvir de verdade é prestar atenção no que a pessoa diz e em como ela se sente, sem preparar a resposta enquanto ela fala.
A empatia é uma via de mão dupla: também vale contar como você se sente. Para entender melhor as emoções, veja o capítulo Entender as emoções dos nossos ebooks.
Hábito 3: questionar rótulos
Rótulos como “esse povo é assim” escondem a história de cada pessoa. O autor propõe questionar essas ideias prontas.
Em vez disso, procure o que vocês têm em comum: uma preocupação, um gosto, um sonho. Isso aproxima.
Hábito 4: viver a realidade do outro
Outro hábito é experimentar, mesmo que um pouco, a vida de quem tem uma realidade diferente da sua.
Uma forma é o trabalho voluntário. Ajudar numa cozinha comunitária, por exemplo, mostra como é o dia a dia de outras pessoas.
Cuide de você também
Segundo o Greater Good Science Center, a empatia afetiva pode incluir sentir estresse ao perceber o medo ou a ansiedade de alguém.
Por isso, é normal ficar cansado depois de ouvir uma pessoa aflita. Faça pausas e respire; veja o capítulo Respiração, pausas e atenção plena.
Do sentir ao agir
Ter empatia nem sempre leva a querer ajudar, mas, segundo o Greater Good, costuma ser o primeiro passo para um gesto de cuidado.
Um gesto pequeno já conta: perguntar “como você está?” e esperar a resposta, oferecer ajuda ou apenas escutar.
Um hábito que cresce com a prática
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